segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


O amor

O amor é essa coisa louca,
que te sufoca e te esgana,
que te agonia e te tira da cama,
no meio da noite, como açoite.

e por ser assim tão inconstante,
esse amor irracional, mas meu amante,
não sei se amo mais essa paixão ou o objeto dela,
se o prazer compensa os sofrimentos e
amar é viver o desalento,
de não se ter um eterno contentamento,
só sofrer, prazer apenas um momento.

Eduardo/ agosto 1984

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mais poesia


ENLACE

e de repente te surgiu um forasteiro,
que tocou tua alma com brilho de paixão,
nos roubou os planos e levou a emoção,
sorrateiramente entrou nas nossas vidas,
corroendo nossos sonhos, separando nossas mãos.

e com o impacto da fatal realidade,
que por desejo da conquista inconseqüente,
levou também meu orgulho e minha felicidade
destruí as nossas vidas, ainda tão incipiente.

como pode explicar a razão,
que um brilho tão opaco,
possa ofuscar a afeição,
que uníamos um ao outro,
com força de um cordão,

cordão que nos mantivera,
por tanto tempo atados,
que mesmo a mais fraca quimera,
lhe tenha vos laços cortados

Eduardo Lins abril de 1985

quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Para quem gosta de poesia:

PRESENÇA 

Mesmo na tarde mansa,
na qual embalas seu sono,
eu surgirei na lembrança,
a corroer seus planos.

E nos dias em que a solidão
engravidar seu corpo,
eu estarei na espreita,
para evitar teu aborto.

Como sombra , seguirei seu rastro,
ao longo da sua existência,
roubando-lhe o sono e sonhos,
sendo a tua penitência.

E quando o seu corpo,
for por alguém afagado,
sentirás minha presença,
como um incômodo legado.

E quando o carinho,
e o prazer te for negado,
torturar-te-ei as entranhas,
por você ter me abandonado.

E se a tristeza e frustração,
tocar-te a alma,
minha ausência e tua culpa,
vão lhe tirar a calma.

E por toda sua existência,
você vai cobrar da sorte,
de decidir pela vida,
mas caminhar para morte


Eduardo fevereiro 1985